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Em mais de 12 anos de carreira no rap, Pelé do Manifesto conquistou seu espaço no gênero com letras e versos honestos, que denunciam a realidade do negro da periferia de Belém. Desta vez, ele chega com um novo álbum, onde alia ao rap toda identidade da black music brasileira: “Gueto Flow, Preto Show” (Natura Musical). O álbum chega às plataformas digitais de música nesta sexta-feira, 27 de março.

Com 10 músicas no total, o novo trabalho conta com nove composições inéditas e uma regravação, a música “Sou Neguinho”. Trata-se de uma das canções mais emblemáticas da carreira de Pelé, e ganha aqui novos arranjos que a incluem no universo criado para “Gueto Flow, Preto Show”.

Este é o primeiro trabalho de Pelé desenvolvido com patrocínio, já que ele foi aprovado no edital Natura Musical em 2019, por meio da Lei Semear. Ele conta que o objetivo era desenvolver um trabalho que mostrasse suas referências, e como elas resultaram na criação de sua identidade musical. Em “Gueto Flow, Preto Show”, a essência da black music salta a musicalidade, e reflete também em toda a estética criada para o novo trabalho.

“Esse disco é diferente de tudo o que eu já tinha feito nesses 12 anos de rap. Eu quis trazer essa essência black music desde a estética do visual da capa até o vestuário, assim como nas músicas. Eu procurei botar em cada música as minhas influências, exceto em ‘Sou Neguinho’, que é uma música que já tinha. Todas as outras são inéditas e baseadas em outras músicas que influenciaram minha vida ao longo desses 28 anos de idade”, explica Pelé.

O disco namora com os anos 80 e início da década de 90, é por esse motivo que Pelé também mergulha na estética das “camisas meio Will Smith”, como diz ele. As tranças deram lugar ao black power e bigodinho, as cores fortes e o nome do disco também reforçam a identidade desenvolvida em torno de cada detalhe do álbum.

“O disco foi feito com carinho, e foi demorado justamente porque eu estava tratando cada música como um filho único, e fazendo um parto de cada uma com bastante carinho, bastante apreço”, conta.

Pelé explica que artistas como Tupac, Edi Rock e Rincon Sapiência foram referências importantes no processo de criação do novo disco; mas foi o álbum “Boogie Naipe”, de Mano Brown, que deu o estalo inicial para o novo trabalho.

“Foi ele que deu o start em mim, e essa ideia de fazer uma parada bem black music. Apesar de meu disco não ser tão black music quanto o do Brown, tem essa pegada e referência, e essas são algumas das influências que esse disco carrega”, conta.

Em “Gueto Flow, Preto Show”, a essência da black music vai além das melodias. Aqui, Pelé apresenta letras mais românticas, uma faceta mais sentimental do artista até então conhecida apenas nos shows mais recentes.

“O black music também é sentimento, é dançar coladinho. No disco tem uma música que chama ‘Sei Lá’, que fala somente sobre sentimento; além de ‘Rotina’, que ali no meio fala sobre isso”, descreve Pelé.

Com produção musical de Marcel Barreto, “Gueto Flow, Preto Show” conta ainda com participações especiais de um time de fortes vocalistas paraenses: Luê, Malu Guedelha e Marisa Brito. 

O novo trabalho de Pelé do Manifesto foi selecionado por Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura do Pará (Semear), ao lado de Lucas Estrela, Liège, Chico Malta e Thais Badú, por exemplo. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para 59 projetos até 2019, como Manoel Cordeiro, Dona Onete, Pinduca, Felipe Cordeiro e Luê.

“Este projeto, assim como os demais selecionados pelo edital Natura Musical, tem a potência de gerar impacto positivo no ecossistema onde está inserido. Isso se traduz em ações de inclusão, apoio à diversidade e educação. São pilares que impulsionam as mudanças que desejamos vivenciar no mundo”, afirma Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura.

Sobre o artista
Pelé do Manifesto é um rapper paraense do bairro da Cremação, de Belém. Ele defende o gênero há 12 anos e é uma das crias da Batalha de São Brás, movimento de MC’s que foi tema de uma documentário dirigido por Adrianna Oliveira. Ele despontou no cenário do gênero com a música “Sou Neguinho”, onde fala da realidade enfrentada pela população negra e periférica do país diariamente.

Sobre Natura Musical
Natura Musical é a principal plataforma de patrocínio da marca Natura. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu cerca de R$ 143 milhões no patrocínio de 460 projetos – entre CDs, DVDs, shows, livros, acervos digitais, documentários e projetos de fomento à cena. Os trabalhos artísticos renovam o repertório musical do País e são reconhecidos em listas e premiações nacionais e internacionais. Em 2020, o edital do programa selecionou 41 projetos em todo o Brasil. A plataforma digital do programa leva conteúdo inédito sobre música e comportamento para mais de meio milhão de seguidores nas redes sociais. Em São Paulo, a Casa Natura Musical se tornou uma vitrine permanente da música brasileira, com cerca de 120 shows ao longo de 2019.

Fonte: Belem

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Pelé do Manifesto lança novo álbum Com um mergulho na estética oitentista, trabalho chega às plataformas de música neste 27 de março